domingo, 12 de janeiro de 2014

ASSOCIAÇÃO CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA. ESTATUTO SOCIAL (DE ACORDO COM O CÓDIGO CIVIL – LEI Nº. 10.406/2002).

ASSOCIAÇÃO CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE 

ALMEIDA, doravante simplesmente designada neste estatuto de 

Associação, com sede e foro no município de Mateus Leme/MG, na Rua 

Meyer, nº 105, Bairro Vila Suzana, CEP: 35.670-000, é uma associação 

civil de direito privado, de caráter sociocultural, sem fins lucrativos, sem 

cunho político ou partidário, constituída por tempo indeterminado, regida 

pelo presente Estatuto e pelas demais disposições legais que lhe forem 

aplicadas, com a finalidade de atender a todos a que ela se associem, 

independentemente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor e crença 

religiosa, constituindo-se pelo fundo social até agora pertencente ao 

Instituto Humberto Mauro, entidade registrada no Cartório de Registro 

Civil de Pessoas Jurídicas sob nº 56029, para quem o patrimônio deve 

retornar em caso de dissolução da Associação. 

I - DOS FINS

Enquanto associação civil sociocultural, a Associação tem como 

finalidades e objetivos principais:

1. Promover a manutenção, administração e as atividades da Casa de 

Cultura Cássia Afonso de Almeida, estabelecida no mesmo endereço e 

município; 

2. Defender os bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao 

patrimônio cultural material e imaterial mundial, do Brasil, do Estado de 

Minas Gerais e do município de Mateus Leme;

3. Propugnar pelos direitos humanos e a cidadania, tendo em vista o 

desenvolvimento humano e social e a qualidade de vida da comunidade em 

que se insere;

4. Buscar o desenvolvimento sustentável da cultura, por meio da prestação 

de serviços à comunidade, tendo em vista seu crescimento econômico e 

social;

5. Promover o voluntariado;

6. Defender a ética, a paz, a democracia e outros valores universais. 

II – DOS ASSOCIADOS

A Associação será formada por um número ilimitado de associados, 

podendo se filiar somente maiores de 18 anos, dispostos a seguir os 

propósitos estatutários da sociedade, mas sem responder, subsidiariamente, 

pelas obrigações sociais da Associação, estando distinguidos em três 

categorias:

a) Associados Fundadores: os que participaram da Assembleia Geral de 

fundação da Associação e que assinaram a ata de constituição, com direito 

a votarem e a serem votados em todos os níveis ou instâncias; e que contribuem financeiramente para a manutenção da Associação.

b) Associados Efetivos: quaisquer associados cujo ingresso 

tenha sido aprovado pelo Conselho Diretor; possuem direito de votar 

e de se candidatar a qualquer cargo eletivo da entidade, nesta última 

eventualidade depois de decorridos 2 (dois) anos de seu ingresso; e que 

contribuem financeiramente para a manutenção da Associação; 

c) Associados Beneméritos e Colaboradores: pessoas físicas ou jurídicas 

que, a critério do Conselho Diretor, e em seguida a decisão ratificada 

pela Assembleia Geral, sejam reconhecidas pela prestação de relevantes 

serviços à Associação, e/ou que contribuem com donativos e doações.

III – DOS DEVERES DOS ASSOCIADOS

Sobre os deveres dos associados fundadores e efetivos: 

a) Cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto;

b) Respeitar e cumprir as decisões da Assembleia Geral;

c) Zelar pelo bom nome da Associação;

d) Defender o patrimônio e os interesses da Associação;

e) Cumprir e fazer cumprir o regimento interno;

f) Comparecer por ocasião das eleições;

g) Votar por ocasião das eleições; 

h) Denunciar qualquer irregularidade verificada dentro da Associação, para 

que a Assembleia Geral tome providências; 

i) prestigiar e defender a entidade, lutando pelo seu engrandecimento; 

j) trabalhar em prol dos objetivos da sociedade, respeitando os objetivos 

estatutários; 

k) estar presente às Assembleias Gerais; 

l) satisfazer os compromissos que contraiu com a Associação, inclusive 

as contribuições destinadas à sua autossustentação, honrando pontualmente com as obrigações associativas;

m) participar das atividades culturais, estreitando os laços de solidariedade 

e fraternidade entre os demais associados; 

n) observar na sede da entidade ou onde ela se faça representar as normas 

de boa educação e disciplina.

IV – DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS

Sobre os direitos dos sócios fundadores e efetivos quites com suas 

obrigações sociais:

a) Encaminhar ao Conselho Diretor da Associação sugestões e propostas de 

interesse sociocultural; 

b) solicitar ao Conselho Diretor reconsideração de atos que julguem não 

estar de acordo com os Estatutos; 

c) tomar parte dos debates e resoluções da Assembleia Geral; 

d) ter acesso às atividades e dependências da Associação; 

e) votar e ser votado para qualquer cargo eletivo, após 2 (dois) anos de 

filiação para os sócios efetivos; 

f) convocar Assembleia Geral, mediante requerimento assinado por 1/3 dos 

sócios efetivos;

g) pedir sua exclusão do quadro de associados;

h) gozar dos benefícios oferecidos pela entidade na forma prevista neste 

Estatuto.

V – DA ADMISSÃO DO ASSOCIADO

A admissão dos associados se dará independente de classe social, 

nacionalidade, sexo, raça, cor e crença religiosa, e para seu ingresso, o 

interessado deverá preencher ficha de inscrição, e submetê-la à aprovação 

do Conselho Diretor, que observará os seguintes critérios:

a) Cópia da Cédula de Identidade, CPF e comprovante de endereço;

b) Concordar com o presente estatuto, e expressar em sua atuação na 

entidade e fora dela, os princípios nele definidos;

c) Ter idoneidade moral e reputação ilibada;

d) Em caso de associado contribuinte, assumir o compromisso de honrar 

pontualmente com as contribuições associativas.

VI – DO DESLIGAMENTO DO ASSOCIADO

É direito do associado se desligar quando julgar necessário, protocolando 

junto à Secretária da Associação seu pedido de demissão.

VII – DA EXCLUSÃO DO ASSOCIADO

A exclusão do associado se dará nas seguintes questões:

a) Grave violação do Estatuto;

b) Difamar a Associação, seus membros, associados ou objetos sociais;

c) Atividades que contrariem decisões de Assembleias;

d) Desvio dos bons costumes;

e) Conduta duvidosa, atos ilícitos ou imorais;

f) Falta de pagamento de três parcelas consecutivas das contribuições 

associativas (no caso de associado contribuinte);

g) O associado excluído por falta de pagamento poderá ser readmitido 

mediante o pagamento de seu débito junto à tesouraria da Associação.

Parágrafo único – A perda da qualidade de associado será determinada pelo 

Conselho Diretor, cabendo sempre recurso à Assembleia Geral.

VIII – DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 

Sobre a estrutura da entidade e as inter-relações de suas unidades 

constitutivas, a Assembleia Geral, o Conselho Diretor e o Conselho Fiscal: 

A) Da Assembleia Geral 

a) A Assembleia Geral é o órgão máximo da entidade, na qual participam 

os sócios fundadores e os sócios efetivos que estejam em pleno gozo de 

seus direitos, conforme previsto nos Estatutos. 

b) A Assembleia Geral elegerá um Conselho Diretor e um Conselho Fiscal, 

definindo suas funções, atribuições e responsabilidades por meio de um 

Regimento Interno. 

c) A Assembleia Geral se reunirá ordinariamente, no final ou começo de 

cada ano, para exame dos atos administrativos do Conselho Diretor e do 

Conselho Fiscal, e, a cada dois anos, para eleger os membros desses dois 

Conselhos. Ela também pode se reunir, extraordinariamente, em qualquer 

ocasião, convocada pelo Conselho Diretor e/ou pelo Conselho Fiscal ou por 

1/3 dos sócios em pleno gozo de seus direitos. 

Sobre as atividades competentes à Assembleia Geral 

a) deliberar sobre o relatório de atividades e contas da sociedade 

apresentados pelo Conselho Diretor e pelo Conselho Fiscal; 

b) eleger o Conselho Diretor e o Conselho Fiscal; 

c) autorizar a alienação ou estabelecer ônus sobre os bens pertencentes à 

Associação; 

d) determinar e atualizar as linhas de ação política e cultural da entidade; 

e) estabelecer o montante da anuidade dos associados; 

f) decidir sobre a exclusão de um associado proposta pelo Conselho 

Diretor;

g) reformular os estatutos.

B) Do Conselho Diretor 

O Conselho Diretor é um órgão colegiado, composto por cinco sócios 

fundadores ou efetivos, com mandato de 2 (dois) anos, podendo ser 

reeleitos, responsável pela representação social e pela administração da 

entidade; o Conselho Diretor é constituído de um presidente, um vice-
presidente, um diretor secretário, um diretor tesoureiro e um diretor 

cultural. 

 Sobre as atividades competentes ao Conselho Diretor: 

a) cumprir e fazer cumprir os Estatutos e as resoluções da Assembleia 

Geral; 

b) aprovar a criação ou a extinção de comissões de trabalho e programas de 

atividades segundo objetivos bem definidos;

c) elaborar o orçamento anual; 

d) elaborar o Regimento Interno da Associação e apresentá-lo para 

aprovação à Assembleia Geral. 

e) cumprir as funções, atribuições e responsabilidades definidas no 

Regimento Interno aprovado pela Assembleia Geral;

f) contratar e destituir, a qualquer tempo, os funcionários remunerados; 

g) emitir parecer sobre as operações de crédito e aquisição de bens móveis 

ou imóveis. 

C) Conselho Fiscal 

O Conselho Fiscal, composto de três membros efetivos e dois suplentes, 

será eleito simultaneamente ao Conselho Diretor e na mesma Assembleia 

Geral Ordinária, com mandato de 2 (dois) anos, podendo seus membros 

serem reeleitos. 

Sobre as atividades que competem ao Conselho Fiscal: 

a) auxiliar o Conselho Diretor na administração financeira da Associação;

 

b) analisar e fiscalizar as ações do Conselho Diretor, sua prestação de 

contas e demais atos administrativos e financeiros;

c) convocar Assembleia Geral dos sócios a qualquer tempo, caso julgue 

necessário. 

IX – DAS ELEIÇÕES

As eleições para os Conselhos ocorrerão a cada dois anos em Assembleia 

Geral. Todos os sócios fundadores e efetivos, estes depois de 2 (dois) anos 

de sua admissão, podem concorrer participando de uma chapa somente, e 

serem reeleitos pelo mesmo período. 

As eleições serão convocadas por edital fixado na sede, com antecedência 

mínima de 60 (sessenta) dias do término dos seus mandatos. Nos 

primeiros 15 (quinze) dias deverão ser registradas na Secretaria as chapas 

concorrentes. Pode ser eleito a qualquer cargo, todo associado contribuinte 

pessoa física, maior de 18 (dezoito) anos, quite com as obrigações sociais, 

comprovados através da Secretaria da Associação.

X – DA PERDA DE MANDATO

Perderão o mandato os membros que incorrerem em:

I. Malversação ou dilapidação do patrimônio social;

II. Grave violação deste Estatuto;

III. Abandono de cargo, assim considerada a ausência não justificada em 

03 (três) reuniões ordinárias consecutivas, sem a expressa comunicação à 

Secretaria da Associação;

IV. Aceitação de cargo ou função incompatível com o exercício do cargo 

da Associação;

V. Conduta duvidosa.

Parágrafo Único – A perda do mandato será declarada pelo Conselho 

Diretor e homologada pela Assembleia Geral convocada somente para este 

fim, nos termos da Lei, onde será assegurado o amplo direito de defesa.

XI – DA RENÚNCIA

Em caso de renúncia de qualquer membro do Conselho Diretor ou do 

Conselho Fiscal, o cargo será preenchido pelos suplentes, se houver; se não houver, será convocada uma nova eleição para o cargo vago.

Parágrafo Primeiro – O pedido de renúncia se dará por escrito, devendo ser 

protocolado na Secretaria da Associação, que o submeterá dentro do prazo 

de 30 (trinta) dias no máximo, a deliberação da Assembleia Geral.

Parágrafo Segundo – Ocorrendo renúncia coletiva da Diretoria e Conselho 

Fiscal, e respectivos suplentes, qualquer dos sócios poderá convocar 

a Assembleia Geral que elegerá uma comissão eleitoral de 05 (cinco) 

membros, que administrará a entidade e fará realizar novas eleições no prazo 

de 30 (trinta) dias. Os membros eleitos nestas condições complementarão o 

mandato dos renunciantes.

XII - DA REMUNERAÇÃO

A Associação não remunera os membros do Conselho Diretor e do 

Conselho Fiscal, não distribuindo rendimentos a qualquer título ou sob 

nenhum pretexto, sendo que os excedentes de receita, eventualmente 

apurados, serão obrigatória e integralmente aplicados no desenvolvimento 

dos objetivos institucionais. 

XIII - DA RESPONSABILIDADE DOS MEMBROS

Os membros não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelos encargos 

e obrigações sociais da Associação.

XIV - DO PATRIMÔNIO

O patrimônio da Associação será constituído e mantido:

I. Das contribuições dos associados contribuintes;

II. Das doações, legados, bens e valores adquiridos e suas possíveis rendas;

III. Dos aluguéis de imóveis e juros de títulos ou depósitos.

A Associação poderá aceitar ajudas, contribuições ou doações, depois de 

examinadas e aprovadas as ofertas pelo Conselho Diretor, bem como firmar 

convênios com organismos ou entidades públicas ou privadas, contanto 

que não impliquem em sua subordinação a compromissos e interesses 

que conflitem com seus objetivos e finalidades ou tragam riscos à sua 

independência. 

Todo o acervo e equipamentos pertencentes à Associação, adquiridos ou 

recebidos por meio de doações, convênios, projetos ou similares, incluindo 

quaisquer produtos, são bens permanentes e inalienáveis da sociedade, 

salvo autorização em contrário expressa pela Assembleia Geral dos 

associados. 

XV- DA REFORMA ESTATUTÁRIA

O presente Estatuto poderá ser reformado no tocante à administração, 

no todo ou em parte, a qualquer tempo, por deliberação da Assembleia 

Geral, especialmente convocada para este fim, composta de associados 

contribuintes quites com suas obrigações sociais, nos termos da Lei.

XVI - DA DISSOLUÇÃO

A Associação poderá ser dissolvida a qualquer tempo, por deliberação 

da Assembléia Geral, especialmente convocada para este fim, composta 

de associados quites com suas obrigações sociais, não podendo ela 

deliberar sem voto concorde de dois terços dos presentes, e obedecendo aos 

seguintes requisitos:

I. em primeira chamada, com a maioria absoluta dos associados;

II. em segunda chamada, meia hora após a primeira, com um terço dos 

associados;

Parágrafo Único – Em caso de dissolução social da Associação, liquidado 

o passivo, os bens remanescentes, serão destinados ao Instituto Humberto Mauro e, no caso deste renunciar a esse privilégio, a outra entidade 

congênere, com personalidade jurídica comprovada, com 

sede e atividade preponderante nesta cidade e devidamente registrada nos 

órgãos públicos, nos exatos termos deste Estatuto.

XVII - DO EXERCÍCIO SOCIAL

O exercício fiscal terminará em 31 de dezembro de cada ano, quando serão 

elaboradas as demonstrações financeiras da Associação, de conformidade 

com as disposições legais.

XVIII – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

I. Os bens patrimoniais da Associação não poderão ser onerados, permutados 

ou alienados sem a autorização da Assembleia Geral, convocada 

especialmente para esse fim. 

II. Nenhuma categoria dos sócios responde, nem mesmo subsidiariamente, 

pelas obrigações ou compromissos assumidos pela Associação. 

III. A elaboração e modificação do “Regimento Interno” da Associação são 

de responsabilidade do Concelho Diretor, que apresentará sugestão para o 

primeiro texto.

IV. A Associação compromete-se a honrar os compromissos, convênios, editais etc. assinados pelo Instituto Humberto Mauro enquanto este esteve à frente da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida.  

V. Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Diretor, com recurso, se 

for o caso, para a Assembleia Geral.

Mateus Leme/MG, 19 de janeiro de 2013.

(Assinam, pela ordem, com nomes completos e funções, os fundadores, 

presidente e demais diretores).

(Registre-se no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas).

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Texto com colaboração de Wilson Campos (Advogado/Presidente da 

Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, 

da OAB/MG).

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CINECLUBE DE MATEUS LEME PARTICIPA DA 8ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA DO SUL

O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida participa neste mês de janeiro da 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, organizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Da mostra participam cerca de 600 cineclubes e outras organizações de todo o país, que estão exibindo uma parte da programação da competitiva de curtas, médias e longas-metragens; do cinema produzido por realizadores dos povos indígenas; e da homenagem a Vladimir Carvalho, cineasta paraibano dono de uma trajetória no cinema de importância singular para o documentário. 

A mostra começa no próximo dia 4 de janeiro, sábado, às 17 horas, com a exibição do curta "Caixa d'Água: Qui-lombo é esse?" (2012), de Everlane Moraes, e do longa "Doméstica" (2012), do pernambucano Gabriel Mascaro. O primeiro aborda a cultura de afrodescendentes e a memória oral de uma comunidade frente às transformações urbanas ditadas pelo "progresso". No segundo, a câmera é entregue a adolescentes que documentam o trabalho prestado por empregadas domésticas a famílias de diferentes classes sociais e em várias regiões do país.  
 
No dia 11, sábado, às 17 horas, serão exibidos o curta "Felizes para Sempre" (?), de Ricky Mastro, e o longa "Kátia" (2012), de Karla Holanda. O curta conta a história de amor de duas mulheres que estão juntas há 32 anos. O longa, focado na primeira travesti eleita para um cargo público no Brasil, provoca o debate sobre a representação política e os direitos da comunidade LGBT. 

No dia 18, sábado, às 17 horas, será a vez do curta "Brasília Segundo Feldman" (1979), de Vladimir Carvalho, e do longa "As Hiper-Mulheres" (2011), de Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette. Utilizando imagens de arquivo, o  primeiro filme observa a história recente do país, através dos caminhos e descaminhos da construção de Brasília. No longa, que destaca a força da mulher indígena, uma tribo do Alto Xingu se prepara para um ritual e é surpreendida pela "doença" de uma das cantoras. 

No dia 25, sábado, às 17 horas, serão apresentados o curta "A Canga" (2001), de Marcus Villar, e o longa "Acidente" (2006), do poeta, artista plástico e cineasta mineiro Cao Guimarães. O curta aborda a reação de uma família de camponeses nordestinos quando o patriarca obriga a mulher, os filhos e a nora a colocar uma canga de boi para trabalhar. O longa, nem ficção nem documentário, ilustra um poema do diretor e de Pablo Lobato, percorrendo 20 cidades do interior mineiro nas quais surpreende situações ordinárias que surgem acidentalmente diante das câmeras.     

ANIMAÇÕES, DOCUMENTÁRIOS E FILMES DE FICÇÃO NA PROGRAMAÇÃO DE NOVEMBRO DO CINECLUBE DE MATEUS LEME

Como estava previsto, o cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida participou, mais uma vez, da comemoração do Dia Internacional da Animação, em 28 de outubro passado, apresentando os curtas da mostra nacional. Esses filmes - entre os quais está um curta de 1930 feito pelo desenhista Luiz Sá, criador de Reco-Reco, Bolão e Azeitona, personagens da revista "O Tico-Tico" -, serão reapresentados no próximo sábado, dia 2, às 17 horas. 

Domingo, dia 3, às 16 horas, será apresentada a mostra infantil do DIA, constituída de 14 curtas, feitos com o emprego de várias técnicas de animação. Na ocasião, será realizada também uma oficina de brinquedos de papel em que as crianças vão montar dois personagens criados para o DIA 2013 e que estão presentes em cartazes e outras peças. 

Dia 9, sábado, às 17 horas, será apresentada a mostra internacional do DIA, constituída de filmes da Polônia, Uruguai, Portugal, Rússia, Estados Unidos, Dinamarca, França e Espanha. A mostra é composta de 12 curtas, realizados com o emprego de diversas técnicas de animação. 

Dia 16, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta o curta "O Último Raio de Sol" (2004), de Bruno Torres, com José Dumont. Dois jovens ricos viajam de carro para o interior e se divertem humilhando quem encontram pelo caminho. O longa é "À Margem do Lixo" (2008), de Evaldo Mocarzel, documentário que faz parte de uma tetralogia sobre as estratégias de sobrevivência de pessoas que vivem à margem da cidade. O filme foi premiado no festival de Brasília. 

Dia 23, sábado, às 17 horas, serão exibidos o curta "O Aleijadinho", de Joaquim Pedro de Andrade, e o longa "Terra Estrangeira" (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas. O primeiro é um documentário sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa em Congonhas e Ouro Preto, narrado por Ferreira Goulart. O longa lança sua atenção sobre um jovem que, desesperançado com o Brasil da era Collor, imigra para a Europa, levando uma encomenda suspeita. O elenco tem Fernanda Torres, Fernando Alves Pinto, Luís Melo, Beth Coelho e Tcheky Karyo. 

Dia 30, sábado, às 17 horas, o cineclube exibe o curta "O Profeta das Cores", de Leopoldo Nunes, e o longa "Iracema, uma Transa Amazônica" (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna, com Paulo César Pereio e Edna de Cássia. O curta registra a história de Antônio da Silva Nascimento, que, após uma reclusão de 17 anos num manicômio, descobre a pintura e através dela ganha reconhecimento público como artista. Misto de documentário e ficção, o longa vai na contramão da propaganda do regime de 1964, que, na época, construía a rodovia Transamazônica, apresentando o outro lado da "grande obra": desmatamento, queimadas, trabalho escravo, prostituição. Por causa disso, esteve proibido vários anos pela censura. 

Aos domingos, às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, curado pelo escritor e cinéfilo Matheus Matheus, com a exibição de filmes "cult", antigos, "underground" e contemporâneos, garimpados entre colecionadores e outras fontes.

Os filmes são exibidos em sala dotada de projeção e som digital e tela de 70 polegadas. O lugar tem 22 assentos. Os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

EM OUTUBRO, O CARTUNISTA DUKE PRESTA HOMENAGEM A FERNANDO FIUZA E A CASA COMEMORA O DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO


O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida faz sua programação preferencialmente de filmes brasileiros. A maior parte desses filmes é fornecida pela Programadora Brasil, um órgão da Secretaria do Audiovisual do MinC, Cinemateca Brasileira e Sociedade dos Amigos da Cinemateca. No entanto, de uns dois meses para cá, estamos tendo dificuldades de fazer a nossa programação, por conta de uma crise sem explicação entre aqueles gestores, que tiraram do ar o site da Programadora Brasil. 

Em outubro, no dia 5, sábado, às 17 horas, vamos exibir o curta "Famigerado" (1996), de Aluizio Salles Jr., e o longa "O Homem do Corpo Fechado" (1972), de Schubert Magalhães. "Famigerado" é baseado num conto de João Guimarães Rosa, que relata uma experiência pessoal dele como médico do interior e foi procurado por um famoso jagunço, acompanhado de seus capangas, que queria saber o significado dessa palavra, se constituia um elogio ou uma ofensa. Com Antônio Naddeo no papel do jagunço e Saulo Laranjeira no de Rosa. 
"O Homem do Corpo Fechado" começa com uma epígrafe de Guimarães Rosa a respeito do mundo do sertão e conta uma história em linha reta passada no ambiente natural e humano de Minas Gerais em que é evidente também a influência do western norte-americano - a de um sertanejo que, por amor, enfrenta o poder do lugar, representado por um dono de terras. Com Roberto Bomfim, Esther Mellinger, Milton Ribeiro e grande elenco. Os dois filmes têm música de Tavinho Moura. 

Dia 12, sábado, às 17 horas, serão reapresentados o curta "Chama Verequete" (2000), de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Pereira, e o longa "Patativa de Assaré: Ave Poesia" (2007), de Rosemberg Cariry, distribuídos, anos atrás, para o circuito cineclubista pelo Conselho Nacional de Cineclubes. O curta é um documentário sobre esse vodum da música do Pará - um homem simples que se transforma em rei quando está em meio aos tambores, numa roda de carimbó. Filmado ao longo de 27 anos por Cariry, amigo e compadre do artista cearense, o longa documenta a trajetória de vida e arte de um dos maiores poetas populares de todos os tempos do Brasil. 

Dia 19, sábado, a partir das 17 horas, o cineclube exibe o filme "O Homem Roxo" (2009), de Duke e Carlos Canela, sobre o artista plástico Fernando Fiuza e a sua luta contra a "moléstia azul", uma rara doença cardíaca que o acometeu desde criança e que ele driblou por 56 anos. Desenhista, pintor, escritor, fotógrafo e ilustrador, Fiuza encarou a vida como um bem precioso e deixou uma obra numerosa e de qualidade, além de uma legião de amigos e admiradores. Na ocasião, a Casa vai inaugurar uma exposição de ilustrações de Fiuza e o cartunista Duke, do jornal "O Tempo" e "Super Notícia",  vai autografar seus livros de charges e cartuns. 

Dia 26, sábado, às 17 horas, serão exibidos o curta "Dossiê Rê Bordosa" (2008), de Cesar Cabral, e o longa "Quebradeiras" (2010), de Evaldo Mocarzel. O curta integrou a mostra nacional do Dia Internacional da Animação de 2009 e investiga por que Angeli decidiu assassinar a Rê Bordosa, ouvindo para isso o próprio, Laerte, Bob Cuspe e Bibebô. O longa é um documentário sobre as quebradeiras de coco de babaçu da região do bico do Papagaio, fronteira do Maranhão, Tocantins e Pará. Segundo a crítica, é o melhor filme do cineasta e jornalista, que foi editor do caderno de cultura de "O Estado de S. Paulo" e dirigiu filmes importantes como "À Margem da Imagem" e "Do Luto à Luta". 

Dia 28, segunda-feira, às 19,30 horas, o cineclube participa do Dia Internacional da Animação de 2013, uma realização da Associação Brasileira de Cinema de Animação, exibindo a mostra adulta nacional e internacional, junto com outras salas em todo o mundo.   

Todos os domingos, às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes. 

Os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos, gratuitos, são distribuídos com 30 minutos de antecedência. 

NELSON GONÇALVES, ANIMAÇÕES MINEIRAS E ITALIANAS, CORNÉLIO PENA E JOSÉ LINS DO REGO NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA DE MATEUS LEME

O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida apresenta a sua programação de setembro, que começa com a exibição, no dia 7, sábado, às 17 horas, do curta "Funcionário do Mês" (2011), de Ramon Faria, e do longa "Nelson Gonçalves" (2001), de Elizeu Ewald, com Alexandre Borges, Julia Lemmertz e Taumaturgo Ferreira. O curta é uma animação que ilustra uma canção da banda Pedra Letícia, de Belo Horizonte. O longa é um "docudrama", misto de ficção e documentário, constituído de cenas dramatizadas, filmes de arquivo e depoimentos de contemporâneos (Sérgio Cabral, Adelino Moreira, Lobão e outros) sobre a vida e a carreira de um dos maiores cantores do Brasil, cuja projeção se deveu ao rádio e ao disco. As canções são cantadas pelo próprio Nelson Gonçalves. 

No dia 14, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta a série Animazioni 2, constituída de 12 filmes curtos de animação, apresentada antes pelo projeto Curta Degustação, realizado em Belo Horizonte pelo Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG), o Instituto Humberto Mauro e a Imprensa Oficial de Minas Gerais. Criados com a utilização de técnicas variadas (stop motion, caneta esferográfica, pixilation, rotoscopia etc), os curtas constituem um recorte da produção contemporânea da animação italiana, caracterizada por um alto nível de sofisticação.  

No dia 21, sábado, às 17 horas, o programa é um curta, "Breves Instantes" (2010), de Mirian Rolim, e um longa, "Fronteira" (2008), de Rafael Conde, com Débora Gomez, Alexandre Cioletti, Berta Zemel, Antonio Naddeo, Grace Passô, João das Neves, Yara de Novaes e Geraldo Peninha. O curta se apropria, para contar uma história, da técnica de construção dos tapetes de serragem feitos para as procissões religiosas em Ouro Preto e outras cidades. Baseado na obra literária de Cornélio Penna, o longa aborda o conflito vivido, numa cidadezinha do interior mineiro, por uma jovem com fama de santa, dividida entre um viajante por quem se apaixona e uma tia empenhada em lhe preparar um grande milagre. Premiado pela Academia Brasileira de Letras.  

No dia 28, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta o curta "Quindins" (2010), de Giuliana Danza e David Mussel, e o longa "O Engenho de Zé Lins" (2005), de Vladimir Carvalho, um dos mais importantes documentaristas brasileiros. O curta é uma animação baseada num conto de Luis Fernando Veríssimo sobre a vida de um casal idoso, utilizando várias técnicas. O longa é um documentário que investiga a personalidade de José Lins do Rego, autor de "Menino de Engenho" e "Fogo Morto", escritor que melhor descreveu o mundo dos engenhos de açúcar e a decadência da que foi a primeira atividade industrial do Brasil. Prêmio especial do júri no Festival de Brasília de 2006.  

Todos os domingos, também às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes. 

Os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos, gratuitos, são distribuídos com 30 minutos de antecedência.

NO CENTENÁRIO DO CINECLUBISMO, A RESISTÊNCIA DE UM CINECLUBE EM MATEUS LEME.

Em 1911, o jornal "Los Angeles Citizen" noticiou a criação, por cidadãos socialistas e feministas, de uma sala de cinema em reação ao que a incipiente produção cinematográfica norte-americana oferecia ao público. Mas o primeiro cineclube organizado como tal data de 1913, quando militantes e simpatizantes anarquistas criaram, em Paris, o Cinema du People, com a finalidade de "divertir, instruir, emancipar".

O cineclubismo está fazendo cem anos como movimento ou organização do público, ainda hoje considerado como massa - um conceito abstrato que o vê apenas como receptor ou consumidor passivo de filmes. No entanto, "o público somos nós" e, como público, temos também direitos, como políticas públicas em que não sejamos apenas objeto, mas também agentes fundamentais na construção do diálogo com o filme e seus autores. 

O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida apresenta a sua programação de agosto, que começa com a exibição, no dia 3, sábado, às 17 horas, de um curta e um longa, "Aeroporto" (2010) e "Pacific" (2009), do cineasta pernambucano Marcelo Pedroso. O diretor tem um modo particular de trabalhar que esses dois filmes ilustram bem: ele recolheu os filmes amadorísticos feitos por turistas (no primeiro, estrangeiros em outros países; no segundo, brasileiros que participam de um cruzeiro marítimo) e os montou utilizando uma linguagem moderna e experimental. 

No dia 10, sábado, às 17 horas, serão exibidos o curta "A Musa do Cangaço" (1981), de José Umberto, e o longa "Corisco & Dadá" (1996), de Rosemberg Cariry. O primeiro é um documentário centrado no depoimento de Dadá, que foi mulher de Corisco, subtenente do bando de Lampião. O segundo é uma ficção baseada no caso de amor dos dois: Dadá foi raptada por Corisco quando tinha 12 anos de idade e na vida dura do cangaço o seu ódio se transformou em amor, humanizando o outro. Com Chico Diaz e Dira Paes. 

No dia 17, sábado, às 17 horas, o programa é um curta, "Uma Homenagem a Aluízio Netto" (2004), de André Novais, e o longa "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha. O curta é uma ficção sobre um grupo de jovens que nos anos 1920, em Cataguazes, se compraziam em trocar as cartelas originais dos filmes exibidos no cinema por outras de conteúdo revolucionário. O longa é uma alegoria sobre o Brasil e a América Latina, representados num país imaginário, Eldorado, dividido entre diversas forças políticas que disputam o poder; em meio a elas, um jornalista e poeta hesita entre apoiar uma ou outra, optando pelo político populista. Com Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy e Glauce Rocha. 

No dia 24, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta o Festival Melhores do Minuto de 2012, constituído dos filmes brasileiros e estrangeiros de um minuto ou menos selecionados pelo Festival do Minuto do ano passado. Criado em 2001, o Festival se realiza anualmente, elegendo um tema para ser tratado em até um minuto pelo realizador. O desafio é se ele não o fizer em um minuto, não conseguirá fazê-lo em dez. Em 2012, o tema foi livre.

No dia 31, sábado, às 17 horas, serão exibidos o curta "Não Há Cadeiras" (2011), de Pedro Di Lorenzo, e o longa "A Lira do Delírio" (1978), de Walter Lima Júnior. O curta se passa num universo pós-apocalíptico no qual um homem busca o que acredita ser o seu Santo Graal: uma cadeira de rodas. O longa, com Anecy Rocha e Cláudio Marzo, confronta a fantasia do Carnaval, um momento em que os papéis se invertem, com a ressaca que começa na Quarta-Feira de Cinzas, ocasião em que as pessoas se mostram como são na realidade. 

Todos os domingos, também às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes. 

Os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos com 30 minutos de antecedência.

CINECLUBE DE MATEUS LEME NO CIRCUITO NACIONAL ALTERNATIVO AO CINEMÃO

De um informe do Conselho Nacional de Cineclubes: 90% das salas de cinema no Brasil são ocupados por "blockbusters" norte-americanos. Sobra 10% do espaço para os filmes brasileiros. 9% dele é ocupado pelos filmes da Globo. 1% é o que resta para os filmes independentes. Estes estreiam e são retirados de cartaz com uma semana de exibição. 
 
Mas os filmes mais autênticos e autorais não encontram seus públicos nessas salas. O público dos shoppings, onde 99,9% delas estão situadas, tem um gosto específico formado por um certo tipo de filmes. De 83 filmes brasileiros lançados em 2012, só cinco fizeram 1 milhão ou mais de espectadores. 80% dos lançamentos não alcançaram 99 mil pessoas. Dois terços não chegaram a 10 mil espectadores em todo este país de 200 milhões de habitantes. 
 
Na TV, a exibição do filme brasileiro é mínima. A TV Brasil, que é campeã da exibição de filmes brasileiros, tem audiência de 0,1% e a Rede Globo, vice-campeã, só exibe filmes da Globofilmes. As demais redes de TV não exibem ou exibem apenas um filme brasileiro por ano. 
 
"Se temos a possibilidade de fazer uma corrente, um movimento real e forte para mudar esse paradigma, oferecendo um circuito alternativo (durante apenas 2 horas por semana), por que não?" O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, em Mateus Leme, o Instituto Humberto Mauro e o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em parceria com a Imprensa Oficial de Minas Gerais, fazem parte dessa corrente. 
 
Eis a programação de julho do cineclube da Casa: sábado, dia 6, às 17 horas, serão exibidos o curta "Macacos me Mordam", de Sávio Leite e César Maurício, e o longa "Terra Estrangeira", de Walter Salles e Daniela Thomas. O primeiro, baseado num conto de Fernando Sabino, é um filme de animação: macacos perturbam os habitantes de uma cidade. O segundo, de 1995, foca um jovem que, desesperançado com o Brasil da era Color, imigra para a Europa, levando uma "encomenda" suspeita. O elenco tem Fernanda Torres, Fernando Alves Pinto, Luís Melo, Beth Coelho e Tcheky Karyo.

No dia 13, sábado, às 17 horas, a propósito da comemoração do Dia Internacional do Rock, o cineclube exibe "Botinada - A Origem do Punk no Brasil", de Gastão Moreira. Composto de depoimentos e material de arquivo, alguns raros e inéditos, o documentário aborda a chegada do punk rock ao Brasil e como os punks brasileiros encararam a ditadura militar e lhe ofereceram resistência, através de sua ideologia, irreverência e música. O filme apresenta a versão dos que vivenciaram essa história de corpo, alma e jaqueta de couro. O curta é "Fantasmas", de André Novais: dois amigos aguardam numa esquina que reapareça a antiga namorada de um deles. 
 
No dia 20, sábado, às 17 horas, "São Bernardo", de Leon Hirszman, com Othon Bastos, Isabel Ribeiro, Mário Lago, Jofre Soares e outros. Trilha sonora de Caetano Veloso. Baseado na obra de Graciliano Ramos. Filme de 1972, ficou retido pela censura da ditadura militar durante um ano e isso levou a produtora de Hirszman à falência. O diretor negou-se a atenuar o discurso político e social de seu filme, que trata da trajetória de um homem que não mede sacrifícios para ascender de mascate a fazendeiro no Nordeste brasileiro. O curta, "Nelson em Ouro Preto", de Fábio Carvalho, surpreende o cineasta Nelson Pereira dos Santos em uma visita a Ouro Preto.
 
Dia 27, sábado, às 17 horas, serão exibidos "O Aleijadinho" e "O Padre e a Moça", ambos de Joaquim Pedro de Andrade. O primeiro é um documentário sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa em Congonhas e Ouro Preto, narrado por Ferreira Gullar. O segundo, de 1966, se baseia num poema de Carlos Drummond de Andrade e é uma das obras mais representativas do Cinema Novo. Aborda o amor proibido entre um jovem padre e a única moça de um vilarejo perdido no tempo. Com Helena Ignez, Paulo José e Mário Lago. Filmado em Minas, do filme participaram os mineiros Carlos Alberto Prates Correia, Flávio Werneck e Geraldo Veloso.
  
Em todos os domingos do mês, também às 17 horas, o cineclube da Casa realiza o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes.
 
Na Sala Multimídia da Imprensa Oficial, na avenida Augusto de Lima, 270, Centro, em Belo Horizonte, prossegue o projeto Curta Degustação, com curadoria de Lourenço Veloso, constituído da exibição de filmes de curta-metragem, todas as terças-feiras, às 13 horas.
 
No cineclube da Casa, os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos com 30 minutos de antecedência.

CINECLUBE DE MATEUS LEME DIVULGA A SUA PROGRAMAÇÃO DE JUNHO 2013


 
 
Prosseguindo em sua política de exibir preferencialmente filmes brasileiros, o cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, de Mateus Leme, apresenta neste sábado, dia 1º de junho, às 17 horas, o filme "Tudo Bem" (RJ, 1978, 110min), de Arnaldo Jabor, com Fernanda Montenegro e Paulo Gracindo. O precário equilíbrio de uma família de classe média, moradora na Zona Sul do Rio, é quebrado quando ela decide reformar o apartamento para o casamento da filha e tem de conviver durante vários dias com os operários encarregados da construção. Acompanha o curta-metragem “Salas” (Minas Gerais, 11min51seg), de Silvino Castro, sobre o público e as salas de cinema de Belo Horizonte de antigamente.
 
No dia 8, também no mesmo horário, o filme será "Eu Me Lembro" (Bahia, 2005, 110min) , de Edgard Navarro. As reminiscências do cineasta, da infância à juventude, entre os anos 1950 e 1970, ensejam um olhar crítico sobre os preconceitos de cor e de classe, a hipocrisia religiosa e o autoritarismo familiar e político, num tom que vai do agridoce de Fellini à agressividade do próprio. Com este programa, o cineclube começa a repicar os curtas-metragens apresentados no projeto Curta Degustação, uma parceria do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro com a Imprensa Oficial de Minas Gerais, apresentado todas as terças-feiras, às 13 horas, na Sala Multimídia da IOMG, na avenida Augusto de Lima, 270, Centro, em Belo Horizonte. O primeiro curta a ser repicado é o premiado "Contagem" (2010, 18min), de Gabriel e Maurílio Martins. Um acontecimento, quatro pessoas e a cidade de Contagem. 
 
No dia 15, no mesmo horário, o filme será "Nunca Fomos Tão Felizes" (RJ, 1984, 91min), de Murilo Salles, com Cláudio Marzo e Roberto Bataglin. Pai e filho, um preso, o outro num colégio interno, se reencontram depois de oito anos, mas, por causa da situação política do país, são obrigados a ter uma convivência mínima, impedindo o filho de conhecer o pai. Escrito por Alcione Araújo, com base num conto de João Gilberto Noll, no filme o personagem de Marzo tem o mesmo nome e codinome do desaparecido político mineiro Carlos Alberto Soares de Freitas. O curta é "Projeto 68" (RJ, 2008, 13min), de Júlia Mariano, que alterna imagens do desfile de 7 de Setembro de 2007 com as imagens dos protestos estudantis de 1968 contra o regime militar, desde a morte do estudante Edson Luís até a Passeata dos Cem Mil.
 
No dia 22, no mesmo horário, o filme será "O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas" (Pernambuco, 2000, 75min), de Paulo Caldas e Marcelo Luna. Documentário sobre duas vidas cruzadas pela violência urbana: Helinho, de 21 anos, matador de "bandidos" na região metropolitana de Recife, e Garnizé, de 26 anos, músico da banda de rap Faces do Subúrbio que utiliza a cultura para enfrentar as difíceis condições de vida na área. O curta é "O Último Raio de Sol" (Distrito Federal, 2004, 22 min), de Bruno Torres, com José Dumont. Dois jovens ricos viajam de carro para o interior e se divertem ameaçando e humilhando quem encontram pelo caminho.
 
No dia 29, também no mesmo horário, o filme será "O Circo das Qualidades Humanas" (Minas Gerais, 1999, 93min), de Geraldo Veloso, Paulo Augusto Gomes, Jorge Moreno e Milton Alencar, com Stenio Garcia, Jonas Bloch, Cassia Kiss e Daniel de Oliveira. Filmado em Congonhas sobre um roteiro de Cunha de Leiradela, o filme entrelaça - em vez de mostrá-los separadamente - quatro episódios diferentes, cada um dirigido por um cineasta: um professor em crise existencial, um psicótico que se afunda em seu inferno pessoal, um ex-policial que é procurado por dois bandidos cariocas e um engenheiro que tem um caso com uma mulher que ele não sabe se realmente existe. O curta é "Bonfioli, o Fazedor de Fitas" (Minas Gerais, 16min38 seg), de José Américo Ribeiro, sobre a vida do fotógrafo e cineasta Igino Bonfioli, um pioneiro do cinema mineiro.
 
Aos domingos, às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes.
 
Os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares. Os ingressos são distribuídos com 30 minutos de antecedência.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

FILME MINEIRO PREMIADO EM LANÇAMENTO NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA DE MATEUS LEME E ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE FOTOS DE LEO FONTES SOBRE NOVA YORK.

Junto com mais de mil salas do circuito cineclubista nacional, o cineclube
da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, em Mateus Leme, vai
apresentar, no próximo sábado, dia 4, às 17 horas, inaugurando sua
programação do mês de maio, o filme mineiro “O Céu Sobre os Ombros”, de
Sérgio Borges, melhor filme, direção, roteiro e montagem no 43º Festival de
Brasília, onde obteve também o prêmio especial do júri. Já lançado nos
cinemas comerciais no ano passado, a apresentação é promovida pelo projeto
Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura, Conselho Nacional de
Cineclubes, produtora Teia e distribuidora Lume. Definido por um crítico
como "mais incrível que a ficção", o filme rompe as fronteiras entre a
ficção e o documentário ao focar as vidas de três pessoas: uma prostituta
transexual e professora universitária, um hare krishna que é também líder
de uma torcida organizada de futebol e um escritor estrangeiro atraído pelo
suicídio. O curta é "Ouro Preto", que o mineiro Geraldo Santos Pereira
rodou em 1959. Coleção CTAv.

Na mesma data, às 19 horas, a Casa estará inaugurando uma exposição de
fotografias do repórter e publicitário Leo Fontes intitulada “New York, New
York”. Em 2012, durante uma semana, ele percorreu de norte a sul, de bike,
subway e a pé, a ilha de Manhattan e o Brooklin, registrando os meandros de
uma cidade que não dorme, como diz a canção. Segundo Fontes, a cidade
“faz-nos sentir estrangeiros e, ao mesmo tempo, protegidos por algo
familiar”. O resultado é um misto de luzes, texturas e cores, como também a
ausência delas, já que também clicou em p&b.

A programação do mês prossegue no dia 11, no mesmo horário, com o filme
“Todas as Mulheres do Mundo”, de Domingos de Oliveira. Produção de 1967,
incorporada pelo Cinema Novo, o filme é a história de um rapaz “bon vivant”
que se apaixona por uma professorinha e por causa dela renuncia a todas as
mulheres do mundo. Com Paulo José e Leila Diniz, é um canto de amor à
atriz, então namorada do diretor e que viria a se tornar mito e musa de uma
geração. O curta é "Carmen Santos", de Jurandyr Noronha, sobre a atriz,
diretora e produtora pioneira do cinema brasileiro. Coleção CTAv.

No dia 18, no mesmo horário, o cineclube exibe “Iracema, uma Transa
Amazônica”, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, com Paulo Cesar Pereio e
Edna de Cássia. Misto de documentário e ficção, o filme, de 1975, vai na
contramão da propaganda do regime militar que, na época, construía a
rodovia Transamazônia, apresentando o outro lado da “grande obra”:
desmatamento, queimadas, trabalho escravo, prostituição infantil. Por causa
disso, foi proibido pela ditadura. O curta é "Casa Grande e Senzala", de
Geraldo Sarno, sobre o livro de Gilberto Freyre. Coleção CTAv.

Dia 25, também às 17 horas, será exibido “Bicho de Sete Cabeças”, de Laís
Bodanzky, com Rodrigo Santoro, Othon Bastos e Cássia Kiss. O filme, do ano
2000, trata da relação difícil de um estudante com o seu pai, homem duro e
repressivo que obstrui toda comunicação com o filho, o que acaba levando o
jovem a ser internado num manicômio. O curta é “O Profeta das Cores”, de
Leopoldo Nunes – a história de Antonio da Silva Nascimento, que após uma
reclusão de 17 anos num manicômio, descobre a pintura e através dela ganha
reconhecimento público como artista.

Os filmes brasileiros não serão mais repetidos aos domingos. No mesmo
horário, a Casa vai promover semanalmente uma sessão de filmes raros, sejam
primitivos ou contemporâneos, como "Lírio Partido", de D. W. Griffith, de
1919, e "O Uivo", sobre o processo judicial sofrido pelo editor do poema de
Allen Ginsberg.

O cineclube da Casa está abrindo inscrições também para um curso de cinema
a ser ministrado com a exibição de filmes antigos e modernos que elucidam o
momento histórico em que se deram transformações fundamentais na linguagem
cinematográfica. O curso será ministrado aos domingos.  Serão
disponibilizadas apenas 15 vagas.

Aproveitando a oportunidade, informamos que o Instituto Humberto Mauro, o
Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e a Imprensa
Oficial de Minas Gerais iniciaram um projeto de exibições de filmes de
curta-metragem, todas as terças-feiras, às 13 horas, na Sala Multimídia da
Imprensa Oficial, à avenida Augusto de Lima, 270, no Centro.

Na Casa de Cultura, os filmes são apresentados com projeção e som digital
em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares. Os ingressos são
distribuídos com 30 minutos de antecedência.
CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA
UM PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO
Rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). Mateus Leme, M.G.
Telefone (31)3535-1721 e 9247-6574
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO(A).

domingo, 14 de outubro de 2012

Dia 28 de outubro de 2012, às 19h30, mostras nacional e internacional, e às 16h, mostra infantil. 

Dia Internacional da Animação 2012

Clique no link abaixo para ver a programação completa do evento.

 http://abca.org.br/dia

Abaixo , segue a vinheta.

http://www.youtube.com/watch?v=I3E2EpvVVwo