sábado, 10 de dezembro de 2011

Viver a Vida / Sarau



DOIS MOMENTOS DE POESIA NA CASA DE CULTURA:
COM GODARD EM "VIVER A VIDA" E COM POETAS DE MATEUS LEME E BELO HORIZONTE


Na França, a expressão "viver a vida" está relacionada ao exercício da prostituição. No entanto, Godard intitulou o seu filme "Vivre sa Vie" - uma mudança sutil que faz toda a diferença. Com isso, ele quis dizer que aquela não é a prostituta, mas uma prostituta. Como outras, ela se prostitui para sobreviver. Num certo momento do filme, ela diz: "Se estou feliz, sou responsável; se estou infeliz, sou responsável".

Godard retoma a questão metafísica colocada por Sartre e a apresenta à personagem sem se solidarizar com ela. Ele a vê de uma perspectiva quase minimalista, tal como fez Carl Dreyer com Falconetti em "La Passion de Jeanne d'Arc", de 1928 - que Godard homenageia numa parte do filme. Noutro momento, a personagem diz que "vende o corpo para preservar a alma".

O filme é de 1962 e faz parte da fase mais criativa de Godard, inaugurada com a revolução de "Acossado" (A Bout de Souffle). A atriz, Anna Karina, foi sua mulher e musa.

"Viver a Vida" será exibido em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares. Desta vez, não exibiremos um curta.

Depois do filme, a partir das 19 horas, a Casa promove um recital de poesia. Estarão presentes, de corpo, poetas de Mateus Leme e Belo Horizonte; e, de alma, Clarice Lispector, Cassia Eller, Irene de Mello Neves e outros. Venha para assistir ou traga seus textos e faça sua performance. O sarau é aberto e pode participar quem quiser!

SÁBADO, DIA 10 DE DEZEMBRO, A PARTIR DAS 17 HORAS, NA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA
UM PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Selo 50 Anos Conselho Nacional de Cineclubes

Belle de Jour (A Bela da Tarde)




MAIS UM BUÑUEL, "BELLE DE JOUR", O DE MAIOR SUCESSO DE PÚBLICO DE SUA LONGA CARREIRA. E MAIS UMA TRANSGRESSÃO À NORMALIDADE BURGUESA.


Uma mulher jovem, bela, rica e bem casada não consegue se resolver sexualmente com o marido, um médico jovem, belo e rico como ela, e procura, às tardes, realizar suas fantasias sexuais num bordel.

Eis o enredo de "A Bela da Tarde" (Belle de Jour), o filme de maior sucesso público de Luis Buñuel, que aqui faz a maior de suas provocações à psicanálise, tratando o tema da perversão humana. Com Catherine Deneuve e uma plêiade de grandes atores franceses e espanhóis, o filme obteve o Leão de Ouro do Festival de Veneza de 1967.

O curta é "A Bolandeira", de Wladimir Carvalho, de 1968, restaurado por Walter Salles, que abordou o mesmo tema em "Abril Despedaçado", de 2001 - os engenhos de madeira e puxados por animal utilizados, no Nordeste, no fabrico de melado e rapadura. Carvalho é conhecido por "O País de São Saruê", proibido pelo regime militar de 1964, e inúmeros outros filmes, sempre documentários, como o recente "Rock Brasília", com Renato Russo.

Os filmes serão apresentados em VHS em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.

Sábado, 3 de dezembro, às 17 horas, no cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida - um projeto do Instituto Humberto Mauro. A casa está situada na rua Meyer, 105, Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme. Telefone (31)3535-1721.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Falta Que Me Faz



FILME DE MARÍLIA ROCHA NO CINECLUBE DE MATEUS LEME


Numa parceria com o programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura, a diretora de cinema Marília Rocha, de Belo Horizonte, está lançando dois de seus filmes de longa-metragem nos cineclubes de todo o país. Em Mateus Leme, a exibição será no cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, um projeto do Instituto Humberto Mauro.

Os filmes são "A Falta que me Faz", de 2009, que será apresentado no próximo dia 26, sábado, às 17 horas, e "Acácio", de 2011, a ser exibido em data ainda a ser marcada. Ambos foram apresentados em vários festivais no Brasil e no exterior, colecionando prêmios, tiveram lançamento em salas comerciais de várias capitais, foram editados em DVD pela Lume Filmes e exibidos na televisão pelo Canal Brasil.

Transitando entre o documentário e a ficção, "A Falta que me Faz" acompanha o cotidiano de cinco moças do Vale do Jequitinhonha que experimentam o fim da juventude ainda alimentando um romantismo impossível. Em meio a conversas, obrigações e prazeres, cada uma delas encontra uma maneira de contornar a solidão e enfrentar as incertezas do futuro.

Convidada, a diretora deve comparecer à apresentação. Para Marília Rocha, "nenhum filme existe enquanto não é visto pelo público. O lançamento comercial é hoje pouco democrático e insuficiente para qualquer realizador. Por isso, a apresentação em cineclubes constitui uma nova frente de exibição e uma forma de aproximar as pessoas que compartilham o amor pelo cinema".

Na ocasião, será apresentado também o curta-metragem "O Doce Segredo de Bárbara", do crítico e cineasta mineiro Paulo Augusto Gomes, com a atriz Yara de Novaes. O filme estabelece um diálogo entre o presente e o passado a partir das reflexões do diretor e de sua atriz sobre um projeto malogrado dos anos 1980, quando tentaram filmar um conto da escritora mineira Terezinha Alvarenga.

domingo, 6 de novembro de 2011

Lavoura Arcaica



'LAVOURA ARCAICA" NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA


Em "Os Livros, Nossos Amigos", Eduardo Frieiro fala de uma lista de livros que Somerset Maugham fez que devem ser lidos por puro prazer ou deleite espiritual. Para o autor inglês, são livros que nos ajudam a viver mais plenamente.

Maugham tocou num ponto essencial da filosofia da arte. Para Frieiro, "a arte, nas suas variadas formas, é uma das necessidades vitais do homem civilizado. É tão indispensável como o ar e o pão, enriquecendo e prolongando a própria vida".

O cineclube da Casa de Cultura busca essa realização do ser estético, escolhendo o que há de mais definitivo no repertório do cinema internacional. Nesta semana, o filme escolhido é "Lavoura Arcaica", de Luiz Fernando Carvalho, baseado no romance de mesmo nome de Raduan Nassar.

É o primeiro filme de Carvalho, mais conhecido como diretor de televisão. Trata-se de um dos filmes mais premiados do cinema brasileiro atual. Seu foco dramatúrgico são os conflitos pessoais dentro de uma família de descendentes de libaneses no interior do Brasil.

Dada sua longa duração, mais de 2 horas de projeção, não será exibido o curta-metragem. O filme será exibido em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas e som perfeito. A sala tem 30 lugares.






Dia 15, terça-feira, no Cineclube da Casa:

14 hs : Cannabis, de Serge Gainsbourg
16 hs : Nicotina, de Hugo Rodriguez
18 hs : O Lobo da Estepe, de Fred Haines




QUANDO OS ESTUDANTES TOMAM A UNIVERSIDADE, A SOCIEDADE
SE PERGUNTA O QUE ESTÁ ACONTECENDO? 'IF..." RESPONDE.

A década era a da guerra do Vietnã, da revolução sexual, da ida do homem à Lua etc.

1968 começou com um desentendimento entre o estudante Cohn-Bendit e o ministro da Juventude francês, em Nanterre. Em todo o mundo, os estudantes protestavam por algum motivo. No Brasil, durante um protesto no restaurante Calabouço, no Rio, o estudante Edson Luís foi morto pela polícia. Em maio, na França, a Sorbone é invadida. Os estudantes levantam barricadas e enfrentam a polícia. 500 mil pessoas desfilam em protesto em Paris. A Sorbone é tomada pelos estudantes e a fábrica da Renault, pelos operários. 10 milhões de trabalhadores entram em greve. A Bolsa de Paris é incendiada. Em junho, no Brasil, acontece a Marcha dos 100 mil no Rio. Em setembro, em Belo Horizonte, é realizado um festival de cinema brasileiro com filmes políticos. Um dos filmes acaba com um deputado apontando um revólver para a boca. Em dezembro, a junta militar edita o AI-5.

1968 é também o ano em que foi produzido "If..." (Se...), do crítico Lindsay Anderson, da revista "Sight and Sound", um dos expoentes do Free Cinema inglês. O filme ganhou a Palma de Ouro de Cannes do ano seguinte e revelou o ator Malcolm McDowell, que depois estaria em "Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick.

No filme, um estudante protesta contra o autoritarismo institucionalizado numa escola pública inglesa e seu protesto se transforma numa insurreição armada dos estudantes contra pais, mestres e outras autoridades. A escola representa um microcosmo da sociedade, não só inglesa, mas de todo o mundo, que naquele momento estava sendo contestada pelos movimentos estudantis de protesto.

"If..." é o nosso próximo programa. Devido à sua longa metragem, o curta-metragem não será exibido.
O filme será exibido em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas e som esterofônico. A sala tem 30 lugares.
SÁBADO, DIA 12 DE NOVEMBRO, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA - PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Diário de Uma Camareira



UM RETRATO DA FRANÇA ENTRE AS DUAS GUERRAS:
"DIÁRIO DE UMA CAMAREIRA", DE LUIS BUÑUEL

Nos anos 1960, Buñuel teve oportunidade de voltar a filmar na França. Escolheu um romance sobre os anos 1920 para mostrar o clima moral e político do país nessa época, que tinha levado à retirada de cartaz, pela polícia, de um de seus primeiros filmes, "L'Age D' Or", de 1930. O filme é "Diário de uma Camareira" (Le Journal d'une Femme de Chambre"), de 1964, com Jeanne Moreau.

Nele, Célestine é admitida como camareira pelos senhores de um castelo e introduzida no meio da criadagem. Célestine é diferente dos outros criados, mas também não é patroa. Ela tem senso crítico e pelo seu olhar - que seria o do cineasta - observamos as relações que se estabelecem entre aquelas duas classes sociais. Com a exceção de dois personagens, todos os demais são ignóbeis. Mas Célestine deixa-se contaminar por esse universo, ao pretender combatê-lo por dentro, e acaba por ser absorvida por ele, tal como aconteceu com Viridiana, a personagem de Buñuel do filme de mesmo nome de 1961.

O curta-metragem é "Eu não Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro, um dos filmes premiados do 4º For Rainbow - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

Os filmes serão apresentados em DVD em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.

Sábado, 5 de novembro, às 17 horas, no cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida - um projeto do Instituto Humberto Mauro. A casa está situada na rua Meyer, 105, Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme. Telefone (31)3535-1721.

sábado, 22 de outubro de 2011

DIA - Dia Internacional da Animação




MATEUS LEME NO DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO DE 2011


Acontece em 400 cidades brasileiras e mais 30 países do mundo, no próximo dia 28 de outubro, o Dia Internacional da Animação, com apresentação simultânea e gratuita de filmes de curta-metragens de animação, selecionados na produção nacional e internacional desse gênero.

No Brasil, o evento é promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), com o apoio da Universidade Federal de Santa Maria, do Rio Grande do Sul, Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Conselho Nacional de Cineclubes e outras organizações.

O DIA foi criado em 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (Asifa). Nessa data, em 1892, o francês Émile Reynaud realizou uma projeção do seu teatro ótico no Museu Grevin, em Paris, fazendo a primeira exibição pública de imagens animadas do mundo.

No Brasil, o DIA acontece pelo oitavo ano consecutivo. A mostra é composta de três programas: internacional, nacional e infantil, além de programas para pessoas portadoras de deficiência auditiva, visual, com síndrome de Down e autismo.

O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, projeto desenvolvido pelo Instituto Humberto Mauro em Mateus Leme, participa do DIA pelo terceiro ano. Além da apresentação do dia 28, sexta-feira, às 19h30, a Casa apresentará os filmes nacionais e internacionais no dia 29, sábado, às 17h, e os filmes para crianças, no dia 30, domingo, às 16 h.

A projeção será feita com DVD em tela de 75 polegadas e som de alta qualidade. A sala tem 30 lugares. Os ingressos serão distribuídos com 30 minutos de antecedência.

domingo, 16 de outubro de 2011

A Adolescente



UM DOS FILMES DE QUE BUÑUEL GOSTAVA MUITO: "A ADOLESCENTE"


Buñuel fez dois filmes em língua inglesa: "Robinson Crusoé", já exibido neste ciclo, e "A Adolescente" (The Young One), de 1960, ambos financiados por produtores norte-americanos.

Em "A Adolescente", ele trata ao mesmo tempo de dois temas explosivos: a pedofilia e o racismo.

Num lugar isolado do sul dos Estados Unidos, uma menina de 13 anos é deixada sob a proteção de um homem mais velho. Ele a estupra. Mais tarde, chega no lugar um negro, músico de jazz, acusado de ter cometido um estupro.

O curta é "Depois de Tudo", de Rafael Saar, com Nildo Parente e Ney Matogrosso. Um homem, chefe de família, mantém um caso... com outro homem. O filme fez parte da programação do 4º For Rainbow - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

Os filmes serão apresentados em DVD, tela de 75 polegadas e som de qualidade. A sala tem 30 lugares.

domingo, 2 de outubro de 2011

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera!...



UM FILME QUE CONVIDA À CONTEMPLAÇÃO E À REFLEXÃO

Ninguém é indiferente às quatro estações do ano. Nem mesmo os dois monges budistas - um, idoso, o outro, jovem - que compartilham a solidão num lago rodeado de montanhas na Coreia do Sul. Ninguém também escapa da roda da vida, com suas alegrias e tristezas. Por isso, a solidão será sempre uma casa para o espírito do homem.
Isto o que é exposto pelo diretor Kim Ki-Duk em seu filme "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera", de 2003. O filme é o nosso próximo programa.
O curta-metragem é "A Superfície Domada, Partida, Dobrada", do artista plástico e cineasta mineiro Newton Silva, sobre o escultor Amilcar de Castro.
Os filmes serão exibidos em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.

SÁBADO, DIA 8 DE OUTUBRO, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA

PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO.

Esse Obscuro Objeto de Desejo / O Discreto Charme da Burguesia



NO CICLO DEDICADO A LUIS BUÑUEL, UM DE SEUS FILMES MAIS POPULARES: "O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA".

Em seus últimos filmes, Luis Buñuel se tornou mais e mais enigmático e, por isso mesmo, mais fascinante. Em "O Discreto Charme da Burguesia", de 1972, várias pessoas se reúnem para jantar, mas são seguidamente interrompidas por eventos estranhos. Com esse filme, Hollywood acabou por consagrar Buñuel, outorgando-lhe o Oscar de filme estrangeiro.

O curta-metragem é "O Poeta do Castelo", de Joaquim Pedro de Andrade, sobre Manuel Bandeira.

Os filmes serão exibidos em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.

SÁBADO, DIA 17 DE SETEMBRO, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA, PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO.
RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), TELEFONE (31)3535-1721, EM MATEUS LEME.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).



ESSE OBSCURO OBJETO DE DESEJO

O desejo, tantas vezes levantado na obra de Buñuel, é o tema de seu último filme, "Esse Obscuro Objeto do Desejo", de 1977. Para isso ele foi buscar inspiração num livro clássico de Pierre Louys de 1898, "La Femme et le Pantin", filmado antes com Marlene Dietrich e Brigitte Bardot. Buñuel, no entanto, substitui o ícone feminino por duas atrizes que se revezam na trama, dando maior importância aos arroubos do personagem masculino, um rico e sofisticado francês de meia idade que se apaixona por uma jovem trabalhadora espanhola.

O curta é "Carolina", misto de ficção e documentário de Jeferson De, sobre a favelada Carolina de Jesus que, na passagem dos 50 para os 60, explodiu na mídia nacional com o livro "Quarto de Despejo", depois traduzido para 13 idiomas. A atriz Zezé Mota interpreta Carolina.

Os filmes serão exibidos em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.

SÁBADO, DIA 1º DE OUTUBRO, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA - UM PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO.
RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), TELEFONE (31)3535-1721, EM MATEUS LEME.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).

sábado, 24 de setembro de 2011




O QUE ESTÁ POR TRÁS DE UMA DAS ILUSÕES AMERICANAS, A FELICIDADE?


O capitalismo norte-americano transmitiu à humanidade a ilusão de que a felicidade pode ser adquirida como um produto. Apesar de muitos escritores e artistas se esforçarem para desmentir isso, a maioria das pessoas, em todo o mundo, comprou essa ideia. Continuamos achando que a prosperidade dos norte-americanos é acessível a todos os seres humanos e lutamos bravamente por consegui-la.

O cineasta norte-americano Todd Solondz navega contra essa corrente. Em seus filmes, ele expõe que, por sob aquela aparência de felicidade dos norte-americanos, visível no conforto material, se esconde uma grave crise moral. "Felicidade" é um impiedoso retrato da sociedade norte-americana atual, feito com tamanha seriedade que acaba por ficar cômica.

Resumindo o que é o filme, o crítico da "Folha de S.Paulo" escreveu que ele "ri da família e humaniza as perversões".

O curta será "Artesãos da Morte", da jornalista e cineasta Miriam Chnaiderman. Trabalhadores que lidam diariamente com a morte, falam da vida.

Os filmes serão exibidos em VHS, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.

SÁBADO, DIA 24 DE SETEMBRO, ÀS 17 HORAS,
NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA
UM PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO
RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), TELEFONE (31)3535-1721, EM MATEUS LEME.

VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).

Visite o nosso blog: www.casadecassia.blogspot.com

Pedimos nos informar se não quiser continuar a receber nossas mensagens.

terça-feira, 30 de agosto de 2011




CINECLUBE DE MATEUS LEME EM MOSTRA NACIONAL SOBRE A DIVERSIDADE SEXUAL


Cerca de 150 cineclubes de todo o Brasil estão participando da mostra itinerante do 4º For Rainbow - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, numa parceria apoiada pelo Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) e pelo programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura. Os cineclubes foram selecionados por meio de uma chamada pública e estão exibindo dez filmes de curta e média metragem premiados abordando essa temática, cuja produção começa a crescer no Brasil.


Em Minas Gerais, estão apresentando a mostra cineclubes de Belo Horizonte, Mateus Leme, Juiz de Fora, Contagem, Caratinga, Uberaba, Ipatinga, Divinópolis, Além Paraíba e Piranga. Em Mateus Leme, a mostra será apresentada no sábado, dia 10 de setembro, às 17 horas, no cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, situada na rua Meyer, 105, Vila Suzana (Reta), telefone (31) 3535-1721.


A entrada é franca. O público será convidado a escolher o melhor filme, concorrente ao troféu Artur Guedes (multiartista cearense). Na ocasião, também será sorteada uma camiseta e produtos artesanais relativos ao evento.


O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida - um projeto do Instituto Humberto Mauro - já participou de outras mostras itinerantes, como o Festival de Cinema da Classe Operária (Feco), duas edições do Dia Internacional da Animação e do lançamento do filme "Patativa de Assaré", de Rosemberg Cariry. Depois do For Rainbow, o próximo evento será o lançamento de dois filmes da cineasta mineira Marília Rocha: "Acácio" e "A Falta que me Faz", ainda em datas a serem marcadas.


São os seguintes os filmes a serem exibidos na mostra itinerante do 4º For Rainbow:


"Brincos de Estrelas", de Marcela Bertoletti, do Rio de Janeiro. A descoberta do amor entre duas amigas.


"Depois de Tudo", de Rafael Saar, de Niterói, com Ney Matogrosso e Nildo Parente. Dois homens idosos se reúnem para assistir a um antigo filme soviético, "Quando Voam as Cegonhas".


"E agora, Luke", de Alan Nóbrega, do Rio de Janeiro. Filme de animação. Um rapazinho é obrigado a se defrontar com os valores da sociedade, depois que um segredo seu é descoberto por seus familiares.

"Ensaio de Cinema", de Allan Ribeiro, do Rio de Janeiro, com Rubens Barbot e Gatto Larsen. Dois artistas fazem o ensaio de uma filmagem
em que um filma e o outro atua.


"Eu não Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro, de São Paulo. A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda com a chegada de um novo aluno em sua escola.

"Felizes para Sempre", de Ricky Mastro, de São Paulo. Um casal de mulheres que está junto há décadas.

"GLOSSário", de Fabinho Vieira, de Fortaleza. Duas travestis revelam os significados dos termos e gírias próprios da sua comunidade.

"Homofobia, Lesbofobia e Transfobia", de Felipe Fernandes, de Brasília. Situações de discriminação e violência produzidas pela condição de "ser lésbica" e "ser travesti".

"Sem Purpurina", de Fernanda Balbino, Lara Finochio, Lívia Carvalho e Xenda Amici, de Santos. A luta contra o preconceito numa das regiões mais homofóbicas do país, a Baixada Santista.

"On my Own", de Yuri Yamamoto, de Fortaleza. Experimental. A procura da identidade de um garoto.

Os filmes serão apresentados em DVD. A projeção é digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares e os ingressos serão distribuídos 30 minutos antes da sessão.

sábado, 27 de agosto de 2011


NO CICLO DEDICADO A LUIS BUÑUEL, O PRIMEIRO FILME A CORES DO CINEASTA: "ROBINSON CRUSOE".


Como outros filmes de Buñuel, "Robinson Crusoe", de 1953, foi sugerido por seu produtor mexicano. É o primeiro filme a cores do diretor. A história de Daniel Deföe ofereceu a Buñuel a oportunidade de "efetivar uma reconciliação ao mesmo tempo comovente e vigilante com a sociedade que tanto atacou", escreveu o crítico Alex Viany. Livre das amarras sociais, Robinson Crusoe só pensa no mundo em que vivera. Buñuel critica os preconceitos do homem branco, indagando por meio do selvagem se vale a pena voltar à civilização. E conclui que o homem só
é humano na sociedade; ele se desumaniza se se afasta do contato humano, se perde sua função social. E é Sexta-Feira que o repõe no caminho da sociedade. Pelo menos dois temas sobressaem neste filme: a solidão do homem isolado da sociedade e a impossibilidade dele realizar o amor, a fraternidade e a solidariedade.
O curta-metragem é surpresa.
Os filmes serão exibidos em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.


SÁBADO, DIA 3 DE SETEMBRO, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA, SITUADA À RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), TELEFONE (31)3535-1721, EM MATEUS LEME.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).

VISITE O NOSSO BLOG www.casadecassia.blogspot.com

Se não quiser continuar recebendo nossos e-mails, favor nos avisar.

sábado, 20 de agosto de 2011

NOS 30 ANOS DA MORTE DE GLAUBER, "BARRAVENTO".
UM FILME RICO EM IMAGENS, HISTÓRIAS E MISTÉRIOS.





No final dos anos 50, explodiu na Bahia, concomitantemente com uma renovação no teatro, na música e nas artes plásticas, um movimento cinematográfico, com origem no cineclubismo, que resultou em vários filmes. "Barravento" foi um deles. O filme começou a ser dirigido por Luís Paulino dos Santos, com base num argumento seu. Glauber Rocha fazia parte da equipe, que tinha também vários mineiros, entre eles Schubert Magalhães. Estourou uma crise e Paulino perdeu a direção para Glauber. Os mineiros se solidarizaram com Paulino, trazendo-o para Belo Horizonte. Mais de uma década depois, Schubert se "vingaria" de Glauber, colocando um Antônio das Mortes, matador de cangaceiros, gozando da aposentadoria em "O Homem do Corpo Fechado". Glauber e Schubert morreram e Paulino está hoje internado em Minas Gerais como líder de uma comunidade mística (igual a outro ex-cineasta baiano, Trigueirinho Neto). A sensação provocada, em 1964, por "Deus e o Diabo na Terra do Sol", recebido como obra-prima, sufocou qualquer explicação para o "golpe" de "Barravento". Parece que a causa foi ideológica. Os anos eram de JK e a juventude brasileira acreditava numa transformação revolucionária. Paulino enfatizava, numa comunidade de pescadores, a força da tradição, por meio dos cultos afro-brasileiros. Glauber viu-os como alienação ao permitirem a exploração do homem pelo homem. Desse conflito fez imagens poderosas que foram recuperadas na montagem dialética, eisensteiniana, de Nelson Pereira dos Santos.
O curta-metragem será uma surpresa.
Os filmes serão exibidos em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.


SÁBADO, DIA 27, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA, SITUADA À RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), EM MATEUS LEME, TELEFONE (31)3535-1721.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).

VISITE O NOSSO BLOG www.casadecassia.blogspot.com

Se não quiser continuar recebendo nossos e-mails, favor nos avisar.


El

A HISTÓRIA DE UM HOMEM ALUCINADO, SEGUNDO BUÑUEL.
O FILME QUE SÓ LACAN COMPREENDEU.





"El", que no Brasil foi intitulado "Alucinado", é de 1952. Em sua autobiografia "Meu Último Suspiro", Buñuel diz que é um dos seus filmes preferidos. Apresentado em Cannes, que dez anos depois consagraria "Viridiana", o filme foi mal recebido. Jacques Lacan foi um dos poucos que o compreendeu. É o retrato de um paranóico - um indivíduo que interpreta a realidade conforme suas obsessões. Assunto na medida para Buñuel, para quem a subjetividade, sobretudo, é reveladora do ser humano. Para o surrealista Ado Kirou, o filme é uma obra-prima - um retorno a "L'Âge d'Or". Apesar de Arturo de Cordova, herói máximo do melodrama mexicano, no papel principal, para Buñuel o filme nada tem de mexicano. O curta-metragem é "Como se Morre no Cinema", de Luelane Loiola Correa - as memórias do papagaio que participou das filmagens de "Vidas Secas", de Nelson Pereira dos Santos, de 1962, no qual atuou também a cachorra Baleia. Para quem não se lembra, ambos "morreram" no filme, gerando protestos internacionais.
Os filmes serão exibidos em VHS, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.


SÁBADO, DIA 20, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA - UM PROJETO DO INSTITUTO HUMBERTO MAURO -, SITUADA À RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), TELEFONE (31)3535-1721, EM MATEUS LEME.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).

VISITE O NOSSO BLOG www.casadecassia.blogspot.com

Se não quiser continuar recebendo nossos e-mails, favor nos avisar.


Crepúsculo Cultural em Mateus Leme

Mobilizados pela dra. Eulàlia Jordà-Poblet, personalidades de Mateus Leme e de Belo Horizonte, compareceram sábado, dia 13, na Casa de Cultura, para assistir à apresentação do crítico, ator e encenador Ronaldo Brandão, do filme "Aurora", de Murnau, considerado por ele um dos mais belos filmes jamais feitos.


Na ocasião, foi exibido, em primeira mão, o curta mineiro "Pedaço de Papel", produzido por Carla Onodera.


Depois das exibições, os convidados participaram de um lanche, durante o qual houve declamação de poemas.
















PARA RONALDO BRANDÃO, "AURORA", DE MURNAU, É UM DOS MAIS BELOS FILMES JAMAIS FEITOS. PARA APRESENTÁ-LO NO NOSSO CINECLUBE, RONALDO BRANDÃO EM PESSOA. NÃO PERCA!




Friedrich Wilhelm Murnau foi um dos mais importantes cineastas do expressionismo alemão. É dele o primeiro "Nosferatu - Uma Sinfonia de Horror", de 1921, com Max Schreck. Outro de seus filmes desse período é "A Última Gargalhada", de 1924, com o célebre Emil Jannings.
"Aurora" (Sunrise), de 1927, é o primeiro filme norte-americano de Murnau. Foi escrito por Carl Mayer, aparecido em 1919, ao fazer o roteiro de outro filme emblemático do expressionismo alemão, "O Gabinete do Dr. Caligari". Mayer foi colaborador constante de Murnau.
Com George O'Brien e Janet Gaynor, "Aurora" é um melodrama com algo de fantástico: uma mulher da cidade seduz um pequeno fazendeiro e o induz a assassinar sua mulher, porém vence a bondade inata do homem. Segundo Sigfried Kracauer, autor de "De Caligari a Hitler", os cenários da aldeia e até da cidade parecem de brinquedo, míticos. A realidade se apresenta sempre como percepção subjetiva, que a cada momento pode evaporar. Por trás da superfíciedos acontecimentos, emergem as experiências humanas primordiais.
Para apresentar "Aurora" a nossos convidados, estará presente o
jornalista, ator e encenador Ronaldo Brandão.
Desta vez, o curta-metragem poderá ser de fato uma surpresa. É "Pedaço de Papel", uma produção mineira de 2009, que será levado pessoalmente por sua produtora, Carla Onodera. Conduzidas só pela música, sem diálogos ou narração, as imagens acompanham a trajetória de uma nota de dinheiro, mostrando quanto a sociedade é escrava desse pedaço de papel.
Os filmes serão exibidos em DVD, com projeção em digital. A sala tem 30 lugares.


SÁBADO, DIA 13, ÀS 17 HORAS, NO CINECLUBE DA CASA DE CULTURA CÁSSIA AFONSO DE ALMEIDA, SITUADA À RUA MEYER, 105, VILA SUZANA (RETA), EM MATEUS LEME TELEFONE (31)3535-1721.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO (A).

VISITE O NOSSO BLOG www.casadecassia.blogspot.com

Se não quiser continuar recebendo nossos e-mails, favor nos avisar.